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Ginga com Tapioca



Depois de ter recebidos melhorias, com a construção de 22 novos quiosques e recuperação do mercado municipal, a praia da Redinha, na foz do Rio Potengi, no litoral Norte, está atraindo durante a semana a visita de turistas que vão em busca de sua famosa “ginga com tapioca”.

A área remodelada pela prefeitura de Natal ganhou o nome de Largo João Alfredo, uma homenagem ao poeta, historiador e Carnavalesco João Alfredo Pessoa de Lima, um eterno amante da Redinha, que morreu aos 61 anos em 2004. Ele escreveu os versos abaixos e que estão numa lápide do largo:

“À luz de tantas estrelas Quando a noite se avizinha Rogo a Deus nunca perdê-las No ceú da minha Redinha”.

No mercado municipal, no boxe 13, a dona Ivanize Januário, 57 anos, dá continuidade ao trabalho da mãe, a dona Dalila, que foi a pioneira em preparar a “ginga com tapioca”, um peixinho que é frito com o óleo de dendê bem quente e servido com tapioca, uma iguaria regional feita de goma.

Dona Dalila, que morreu com 68 anos, em 1990, começou a preparar a ginca com tapioca, segundo Ivanize, entre os anos 50 e 60. “Minha mãe criou os filhos fritando “ginca com tapioca”, diz Ivanize, lembrando que no início essa iguaria era muito solicitada pelos natalenses que iam veranear na Redinha, uma praia de pescadores.

Hoje, o filho de Ivanize, Anderson, 16 anos, ajuda a mãe servindo a iguaria e outros pratos nas mesas na beira da praia da Redinha, de onde se tem uma bela vista panorâmica de Natal.

Peixe frito, caranguejo, caldos e outros petiscos podem ser degustados no mercado e nos quiosques da Redinha, a mais popular das praias de Natal.

Entre os 22 quiosques, um deles pertence a Aldenor de Souza Coelho, que o batizou com o nome “Tubarão”. Aldenor é o presidente da Associação dos Quiosqueiros da Redinha, o pessoal cadastrado pela prefeitura para explorar os serviços nos quiosques.

No quiosque Tubarão o turista encontra ginga com tapioca, peixe inteiro ou em posta frito, camarão, caranguejo, ostra e outros petiscos, como isca de peixe, macaxeira frita e carne-de-sol.

No quiosque “Tubarão”, como também é conhecido Aldenor,  ele gosta de colocar fotos na parede, numa mini exposição dos retratos da Redinha. “Os turistas gostam de ver as fotos”, diz Aldenor. O telefone dele é (84) 8809-8725.

O horário de funcionamento dos quiosques é da 8 às 19 horas.

Para quem gosta de sossego, a Redinha é melhor nos dias de semana. Sábado e domingo, a praia fica lotada, aí o serviço fica muito a desejar.

O acesso a Redinha pode ser feito pela pela nova ponta Forte-Redinha, que encurtou a distância entre a área urbana e aquela praia. Antes da ponte, o acesso era pela a avenida Dr. João Medeiros Filho, após a ponte de Igapo. A distância era de 20 km. Agora, pela ponte nova, a Redinha fica a 8 km da praia dos Artistas.



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