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Currais Novos


Com cerca de 45 mil habitantes, Currais Novos, a 180 km de Natal, já foi a mais importante cidade mineradora da região do Seridó.

Até o final da década de 80, a cidade era a maior produtora de scheelita, uma rocha mineral de onde se obtêm o metal tungstênio, muito usado na fabricação de aeronaves, brocas de perfuração de poços de petróleo, pontas de canetas esferográficas e filamentos de Lâmpadas elétricas, entre outros.

A população de Currais Novos vivia em função da mineradora Brejuí, da família de Tomáz Salustino, que dava emprego direto a mais de 1.000 pessoas, fora os indiretos. A renda gerada ali movimentava o comércio de toda a região.

Mas a grande produção chinesa de scheelita fez o preço do mineral cair e assim a mineradora Tomás Salustino foi obrigada a fechar em 1997 por não ter preços competitivos no mercado internacional.

Em 2005, a mineradora voltou a produzir o mineral e ao mesmo tempo criou o Parque Temático Mina Brejuí para atrair turistas.
Hoje, o parque é uma das atrações turísticas da cidade e pode ser visitado diariamente. Desde a sua abertura para o turismo até julho de 2008, cerca de 30 mil pessoas já conheceram o parque temático da Mina Brejuí.

Dos cerca de 60 km túneis da mina, alguns trechos podem ser percorridos pelos visitantes, que são acompanhados por guias treinados. Numa das galerias da mina tem a gruta de Santa Bárbara, a padroeira dos mineiros.

Outras atrações de Currais Novos são o pico e o açude do Tororó, que atraem praticantes de rapel, assim como o Cânion dos Apertados,

Além dos atrativos naturais, a cidade tem também suas festas populares. Em julho, Currais Novos promove uma tradicional vaquejada, com muito forró, além da Festa de Sant’Ana, a padroeira da cidade.
Já no início de setembro, o Carnaxelita, o carnaval fora de época, atrai a galera que gosta de axé e forró, com bandas e trios elétricos da Bahia.


História

Currais Novos surgiu e desenvolveu-se pela criação de gado bovino, que foi o primeiro ciclo econômico da cidade. Depois, veio o ciclo do algodão e o da mineração, que teve na mina Brejuí o marco de desenvolvimento da cidade nas décadas de 50 e 60.

O declínio começou na década de 70 e a mineradora fechou suas atividades no final da década de 90.

Em 2005, a Mina Brejuí voltou a produzir scheelita e começou a ser explorada também como atração turística, com a criação do Memorial Tomáz Salustino, um museu que conta a história da família mineradora e dos tempos áureos que Currais Novo viveu com a exploração do tungstênio.

O primeiro hotel da cidade leva até o nome desse metal. O Tungstênio Hotel, no centro da cidade, construído na década de 60, é o marco do desenvolvimento de Currais Novos e até hoje funciona.

Fotos

Avenida central da cidade de Currais Novos, com a igreja matriz ao fundo
Entrada de uma das galerias da Mina Brejuí, da mineradora Tomaz Salustino
Visita de turistas a galeria da Mina Brejuí tem acompanhamento de guias

São mais de 60 km de túneis na mineradora Tomaz Salustino
A sede da mineradora Tomaz Salustino virou um museu que conta a sua história de apogeu e crise
A pedra de scheelita de onde se extrai o metal tungstênio

No museu da família Tomaz Salustino tem amostra de rochas da região.
A Tomaz Salustino foi a primeira empresa do RN a ter um computador, na década de 60
A altura das galerias da Mina Brejuí  impressiona os visitantes


Onde Ficar

Tungstênio Hotel
O Tungstênio Hotel esta localizado no centro de Currais Novos, oferecendo aparta...

Pousada BellaVista
A pousada está localizada na BR-226, distante uns 3 km de Currais Novos, já na s...


Bares e Restaurantes

Churrascaria O Espetão
O Espetão é uma churrascaria na av. Getúlio Vargas, na saída para Acari. Oferece...



Passeios

Parque Temático Mina Brejuí
O Parque Temático Mina Brejuí tem visitação diária para conhecer suas galerias, ...



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