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Natal

Localizado na esquina do mapa do Brasil, o Rio Grande do Norte é um Estado privilegiado pelas suas belezas naturais e por seu povo hospitaleiro.

Natal, a capital dos potiguares, foi fundada em 25 de dezembro de 1599 pelos portugueses Manuel Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, apesar das controvérsias dos historiadores. O capitão-mor de Pernambuco, Mascarenhas Homem, segundo alguns historiadores, foi mandado para cá com a missão expulsar os franceses, construir uma fortaleza e fundar uma cidade. A última missão executou, fundando Natal.

De acordo com a história da conquista do litoral Nordeste, os corsários franceses faziam o tráfeco o pau-brasil na região e a Coroa Portuguesa mandou para a barra do rio Grande (hoje rio Potengi) uma esquadra sobre o comando do Capitão-mor da Capitania de Pernambuco, Manuel Mascarenhas Homem, com ordens para iniciar uma fortificação.

A primeira fortificação foi iniciada em 6 de janeiro de 1598 e era uma paliçada de estacada e taipa, no formato circular, à moda dos indíginas. Pela data, dia dos Reis Magos, a nova construção recebeu o nome de Fortaleza dos Reis Magos. O local escolhido fora a entrada da barra, sobre os arrecifes, que na maré alta deixava o forte ilhado.

Hoje, uma rampa de acesso permite a visitação na maré alta. No interior do Forte tem exposição de objetos e vestimentas, além de painéis contando a sua construção.

Natal, hoje com cerca de 800 mil habitantes, é a porta de entrada para o visitante conhecer cerca de 420 km de litoral potiguar com belíssimas praias, dunas, lagoas, salinas e coqueirais, bem como o interior, com suas paisagens únicas de sertão, serras e sítios arqueológicos.

Conhecida como a Cidade do Sol, já que o astro rei brilha mais aqui durante o ano todo, Natal  possui o ar mais puro da América do Sul, segundo estudos da Nasa e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), além de ter os menores índices de violência do país.

Praias Urbanas

As praias urbanas de Natal são

A praia de Ponta Negra, onde está o Morro do Careca, cartão postal da cidade, é a mais freqüentada pelos natalenses e turistas.

A orla foi reurbanizada e as avenidas Erivan França (beira-mar) e Eng. Roberto Freire concentram muitos bares, restaurantes e boates.

As avenidas Eng. Roberto Freire e Senador Dinarte Mariz (Via Costeira) são as principais vias de acesso ao bairro e à praia de Ponta Negra. A região de Ponta Negra, uma antiga vila de pescadores, concentra cerca de 100 hotéis e pousadas, de pequeno e grande porte.

Na Via Costeira, avenida que liga Ponta Negra ao centro, estão os hotéis de padrão 4 e 5 estrelas. Sua orla é mais freqüentada pelos próprios hóspedes.

As praias de Areia Preta, Artistas, Meio e Forte estão a cerca de 2 km do centro. Nas praias do Meio e dos Artistas concentram alguns hotéis, bares, restaurantes e boate. Entre as praias dos Artistas e do Forte, devido aos arrecifes, formam-se piscinas naturais com a maré alta, ótimas para banho.

A praia da Redinha fica na foz do Rio Potengi, no litoral Norte. Uma boa pedida é visitar o seu mercado público para comer ginga (peixe frito) com tapioca, acompanhada de uma cerveja bem gelada, uma tradição dessa praia popular.

Artesanato Potiguar

O artesanato potiguar concentra na produção de peças em sisal, carnaúba, cerâmica e madeira, além de outras peças em couro, pedras, tecidos, bordados, rendas e etc.
Os artesãos que produzem suas peças manualmente são artistas populares que nasceram com o dom ou aprenderam técnicas que passam de geração em geração. O artesão ou artesã produzem peças que são verdadeiras obras de arte.

Em Natal, a produção artesanal pode ser encontrada em vários lugares.

Clique nos links abaixo para maiores informações.

Festas Populares

Uma capital ainda provicianda no melhor sentido, da tranquilidade e de um povo acolhedor, Natal tem no fim de ano quatro festas e shows populares que agitam e marcam o início do verão e celebram a fundação da cidade e o nascimento de Jesus.

Em dezembro, o Carnatal,  “Um Presente de Natal”, “Auto de Natal” e o “Festival de Música” estão atraindo muitos turistas para a cidade. Esses eventos tem a realização ou patrocinío da prefeitura de Natal e do Governo do Estado..

Carnatal

No início de dezembro, em datas móveis, o Carnatal, um carnaval fora de época, agita a cidade por quatro dias, com bandas e trios elétricos baianos. São nove blocos e mais de 40 mil foliões brincando uma micareta considerada a maior e mais organizada do país. No Corredor da Folia e em todo o percurso do Carnatal, por noite, mais de 100 mil pessoas brincam nesse carnaval fora de época, atraindo muitos turistas para a cidade. A Destaque Promoções realiza o Carnatal, com patrocinio de empresas privadadas, prefeitura de Natal e governo do RN.


Um Presente de Natal

O espetáculo "Um Presente de Natal" é realizado no período de 20 a 30 de dezembro, no Palácio da Cultura, antiga sede do governo e atual pinacoteca. Com artistas locais, o espetáculo, que reúne teatro, dança, música e cultura popular, narra o nascimento de Jesus numa visão potiguar.

Promovido pelo governo do Estado, através da Fundação José Augusto, “Um Presente de Natal” completa este ano 11 anos de apresentação. Além da encenação do nascimento do Menino Jesus, o espetáculo também apresenta um coral de crianças que canta músicas natalinas e sacras das janelas do palácio.

O Auto de Natal

O “Auto de Natal” é uma realização da Fundação Capitania das Artes, da prefeitura de Natal,  para comemorar a fundação de Natal, que ocorreu em 25 de dezembro de 1599. Em anos anteriores, o espetáculo, que reúne cultura popular e música, era realizado no anfiteatro do Campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Este ano, diante do sucesso do evento, que também apresenta atrações musicais nacionais, o auto será realizado no Estádio João Machado, o Machadão, em Lagoa Nova.
Com patrocínio da prefeitura de Natal, o auto será encenado no período de 20 a 23 de dezembro, com entrada franca, a partir das 20 horas. As atrações musicais são Fagner, Simone e Elba Ramalho, que se apresentam após o “Auto de Natal”.

Festival de Música

Ainda como parte da programação Natal em Natal, no período de 12 a 16 de dezembro, também no Machadão, o Festival de Música terá os shows de Rita Lee, Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Zé Ramalho, além de atrações locais, como o Balé da Cidade. A entrada é franca.
O “Auto de Natal” desse ano terá como tema “O Menino da Paz”, com texto de Paulo de Tarso Correia de Melo, direção artística de Vécio Lisboa e direção musical de Carlos Zen. Em cena, cerca de 250 pessoas, entre atores, bailarinos e figurantes. A prefeitura de Natal está investindo esse ano cerca de R$1,5 milhão na programação e divulgação do evento, que além de comemorar a fundação da cidade, pretende também atrair mais turistas nesse período de festejos.

Roteiro Histórico-Cultural e Artístico

Como opções de passeios na cidade, uma boa pedida é conhecer o roteiro “Histórico-Cultural e Artístico” da Cidade Alta, uma região à margem do rio Potengi, que foi o berço da colonização de Natal. Tem monumentos, museus, igrejas, pinacoteca, galerias de artes e igrejas históricas num raio de 200 metros. A região abriga algumas construções no estilo neoclássico. O roteiro pode ser feito a pé.

Museu de Arte Sacra e Memorial Câmara Cascudo

O turista pode iniciar o passeio com uma visita ao Museu de Arte Sacra, na anexo a igreja Santo Antônio, também conhecida por Igreja do Galo. Próximo está o Memorial Câmara Cascudo, que guarda a biblioteca e objetos pessoais de Luis da Câmara Cascudo, escritor, folclorista, que gostava de dizer que era um provinciano incorrigível. Bem pertinho, ao lado, está a igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, construída em 1672 e restaurada em 1995. O Altar tem detalhes em ouro. No seu interior estão sepultados vários bispos da cidade.

Coluna Capitolina

Ao lado, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte tem um acervo de livros e jornais sobre o Estado e no pátio externo está a coluna Capitolina, um presente do governo da Itália, entregue em 1931, como agradecimento pela acolhida dos potiguares a dois aviadores italianos, Carlo Del Prete e Arturo Ferrarin. Eles em 5 de julho de 1928 atravessaram o Atlântico em vôo direto de Roma a Natal com um hidroavião. Segundo historiadores, a coluna foi arrancada das ruínas do templo sagrado de Júpiter, no norte do Capitólio na antiga Roma, por ordem de Benito Mussolini.


Museu Café Filho

Na rua da Conceição, a 30 metros do instituto, está o Museu Café Filho, que ocupa o sobradinho, uma construção de 1816. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, foi nesse sobrado que João Fernandes Campos Café Filho, o vice-presidente de Getúlio Vargas, fez sua militância política e presidiu o sindicato dos Trabalhadores. O acervo do museu guarda móveis, roupas, fotografias e honrarias concedidas a Café Filho, que foi presidente do Brasil com o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954. Advogado, jornalista e político, Café Filho nasceu em Natal e governou país até oito de novembro de 1955, quando foi deposto por um movimento político-militar.

Palácio da Cultura - Pinacoteca

Em frente ao museu Café Filho, na praça 7 de Setembro, fica o antigo Palácio Potengi, ex-sede do governo, que agora se chama Palácio da Cultura e abriga a Pinacoteca do Estado. Ocupando dois pavimentos do casarão construído em 1912, a Pinacoteca expõe quadros de artistas potiguares, como Newton Navarro, Dorian Grey e Maria Santíssima, entre outros. Nos salões e pátio do palácio são realizadas vernissagem, exposições de fotos e recitais.

Capitania das Artes

Da praça 7 de Setembro, ainda é possível observar o prédio azul da Prefeitura de Natal, uma construção do século passado. Seguindo em direção ao rio Potengi, está a igreja do Rosário dos Pretos, erguida em 1714 pelos escravos que não podiam freqüentar as outras duas igrejas dos brancos localizadas na região.

Descendo em direção ao bairro da Ribeira, na avenida Câmara Cascudo, estão algumas construções históricas, como o solar Bela Vista e a casa que foi de Luís da Câmara Cascudo, além da Fundação Capitania das Artes, que foi erguida preservando a fachada da antiga Capitania dos Portos. Trsta- se um centro cultural do município com galeria de arte e que na última quinta-feira do mês abre suas portas para o Sarau Lítero Musical, promovido pela Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN (SPVA.).

Teatro Alberto Maranhão

Adiante uns 200 metros, está o Teatro Alberto Maranhão, uma construção de 1898, que conserva linhas e elementos da arquitetura francesa do final do século XIX. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do RN, o teatro passou por várias reformas e restaurações. Em 1910, com o nome Teatro Carlos Gomes, o então governador Alberto Maranhão fez uma ampliação no prédio, que ganhou um segundo piso. Já em 1957, o prefeito de Natal, Djalma Maranhão, mudou o nome para Teatro Alberto Maranhão.

Forte dos Reis Magos

Na foz do rio Potengi, vale a pena visitar a Fortaleza dos Reis Magos, uma construção de 1599, em formato de estrela, que marca a fundação da cidade. Ela é tombada pelo Patrimônio Histórico da União. A visita pode ser feita entre 8 e as 16h30min. No interior tem um mini-museu e lojinha com lembranças do forte. Da passarela de acesso ao forte também dá para ver a nova ponte Newton Navarro, que liga a cidade a praia da Redinha, no litoral Norte. Em estilo estaiada, a ponte é uma obra construída pelo governo do Estado em parceria com o governo Federal.

Centro de Turismo

No bairro de Petrópolis, o Centro de Turismo de Natal é uma opção de passeio para observar a orla urbana, o rio Potengi e pra compras. O prédio abriga hoje o centro de artesanato, mas já foi uma antiga cadeia pública. As celas são agora lojas de artesanato, moda praia, galeria de arte e restaurante. Não deixe de experimentar no restaurante os bolinhos de macaxeiras das “tias” Lúcia e Xica, que há 26 anos preparam essas iguarias. De frango, carne-de-sol, queijo de coalho ou camarão, eles são deliciosos. O Centro de Turismo abre diariamente das 8 às 19 horas.

Museu Câmara Cascudo

O museu Câmara Cascudo, na avenida Hermes da Fonseca, 1398, no bairro do Tirol, tem no seu acervo maquetes, reconstituição de ambientes, como uma mina de chelita e uma caverna, além de fósseis e esqueletos de animais. A especialidade é Ciências Naturais, Antropologia, Arte e Cultura Popular. O museu abre de terça a sexta, das 8 às 17h; sábados e domingos, das 13 às 17 h.

Museu de Arte Popular

O novo museu ocupa um espaço de cerca de 350 metros quadrados, no primeiro piso do prédio da antiga rodoviária de Natal, na praça Augusto Severo, no bairro da Ribeira, próximo do Teatro Alberto Maranhão.

O acervo do MAP é composto de aproximadamente 1.500 peças, de cerca de 400 artistas populares.
Clique no link abaixo e conheça mais sobre o MAP.

►Museu de Arte Popular

Acervo Arquitetônico do

Centro Histórico de Natal


Conheça um pouco da arquitetura da cidade nessa pesquisa da arquiteta

 Carina Mendes dos Santos Melo, da Sub-Regional do Iphan/RN:

Fundada em 1599, a cidade de Natal figura como uma das mais antigas cidades do país, possuindo relevante importância no processo de ocupação do território brasileiro. Os bairros da Cidade Alta e Ribeira guardam preciosa parte desta história, visto que foram as primeiras áreas a serem ocupadas na cidade, sendo o marco zero a Praça André de Albuquerque.

Estes bairros, históricos pelos vestígios que guardam em seus traçados urbanos e em suas edificações antigas, constituem testemunhos materiais palpáveis da evolução urbana e arquitetônica da cidade, através dos quais se pode contar parte da sua história. A equipe técnica do Iphan/RN realizou a primeira etapa do inventário nacional de parte do sítio histórico e seguem algumas observações a respeito do acervo arquitetônico levantado.

O sítio urbano tem como característica marcante o fato de concentrar representantes de diferentes estilos arquitetônicos numa mesma área. Estilos que convivem e que criam um conjunto harmônico de relevante interesse histórico, através dos quais é possível contar não apenas parte da história da cidade, bem como da própria história da arquitetura. Pode-se encontrar desde representantes do estilo colonial, passando pelo neoclássico, romântico, eclético, art nouveau, art déco, chegando até o moderno.

O estilo colonial, presente desde a fundação da cidade até princípios do século XIX, buscava seus referenciais em Portugal, derivando de manifestações estilísticas como o maneirismo, o barroco, o pombalino e o rococó, que foram, aos poucos, sendo adaptados à realidade brasileira. Em Natal, os representantes arquitetônicos mais antigos situados na área e que podem ser considerados coloniais são: o Sobradinho (atual Museu Café Filho), a atual sede do Iphan/RN e as Igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, de Santo Antônio e a Matriz de Nossa Senhora da Apresentação.

O estilo neoclássico figurou como tendência dominante e grande representante do período Imperial (1822-1889) e buscava transmitir um novo padrão de civilidade através das suas características formais. Preconizando o retorno às formas da antiguidade clássica greco-romana, a arquitetura neoclássica era marcada pela composição rígida de elementos tomados do vocabulário clássico, caracterizado pela simplicidade das formas e constância das proporções. Natal ainda preserva significativos representantes deste estilo como o Palácio da Cultura (antigo Palácio do Governo); o Memorial Câmara Cascudo; o antigo Paço Episcopal; o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHG/RN); a Capitania das Artes e a Casa do Estudante.

Já o romantismo não se caracterizou como um estilo propriamente dito, tendo configurado mais como uma corrente contrária à racionalidade do neoclassicismo, se traduziu num gosto pelo pitoresco e pelo bucólico, através de evasões, aos sonhos e às fantasias. A antiga Casa de Câmara Cascudo e o Solar João Galvão são exemplares desta corrente, que buscava seus referenciais nos chalés importados do norte da Europa.

O ecletismo, manifestação que caracteriza fins do século XIX e princípios do XX, é um estilo que se difunde rapidamente por todo o país devido à facilidade nas comunicações, fruto dos avanços tecnológicos e de infra-estrutura do período.

Contrário à sobriedade e rigidez da arquitetura neoclássica, o ecletismo dispunha de toda liberdade formal, adotando uma composição que podia repetir um modelo do passado, mas que podia também mesclar diversos outros modelos criando um terceiro.

Dos estilos históricos remanescentes, os representantes ecléticos são os mais numerosos, sendo a edificação mais representativa o Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura Municipal. Podem ser incluídos também nesta classificação o Solar Bela Vista e o Palacete da Viúva Machado, por exemplo.O Art Nouveau teve maior representatividade em São Paulo, se limitando em outros locais mais a uma decoração superficial. Teve como característica marcante a adoção de formas e elementos decorativos inspirados nas formas orgânicas da natureza. Apesar de serem considerados representantes do ecletismo, encontramos elementos típicos do estilo Art Nouveau nas seguintes edificações: Teatro Alberto Maranhão, Ordem dos Advogados do Brasil e antigo Grupo Escolar Augusto Severo.

O estilo denominado Art Déco foi lançado formalmente na Exposition Internationalle des Arts Décoratives et Industrielles Modernes, em Paris, no ano de 1925. A arquitetura Art Déco no Brasil se caracterizou, sobretudo pelas linhas retas, pela sobriedade formal, pelo uso de formas geométricas e de elementos escalonados ou em zigue-zague. Difundiu-se desde edifícios oficiais do governo até residências, passando por cinemas, hotéis, lojas e equipamentos urbanos. Na área levantada, há alguns representantes significativos da presença do estilo na cidade como, por exemplo: algumas residências na Rua Santo Antônio e uma residência na Praça Dom Vital.

O Art Déco e o Modernismo surgem no cenário nacional quase que paralelamente, pois a Semana de Arte Moderna, evento que anuncia o início do Movimento Moderno, acontece no ano de 1922, em São Paulo. Tratou-se de um movimento de jovens intelectuais com ideais antitradicionalistas e nacionalistas, que defendiam a arte como representante do país em que era concebida. Pregavam a ruptura com o passado e o desenvolvimento de uma arte autóctone, buscando a independência artística do país frente à histórica influência européia.

Em Natal, a corrente moderna chega com certa defasagem temporal em relação a outros centros urbanos brasileiros. Há na área levantada, três edificações que requerem especial atenção: o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o Serviço Social do Comércio (SESC) e o Banco do Nordeste.

A preservação destes exemplares, além de contarem a história da evolução urbanística e arquitetônica da cidade, permite expandir o campo de estudo para além dos livros e documentos, fornecendo dados não só a historiadores e arquitetos, mas igualmente a antropólogos e sociólogos, por revelar informações a respeito da população que ali viveu.

Preservar o Centro Histórico de Natal significa legar aos nossos descendentes as informações a respeito de suas origens, de sua história, revelando quais os símbolos e manifestações que os tornam cidadãos natalenses. Trata-se de um direito de cidadania e representa a manutenção de nossas raízes.

Fotos

Palácio da Cultura, que abriga a Pinacoteca do Estado
Memorial Câmara Cascudo
Acervo do Memorial Câmara Cascudo, que guarda objetos e livros do escritor e folclorista potiguar

Museu Café Filho, do potiguar que foi presidente do Brasil com o suicídio de Getúlio Vargas
Igreja do Galo, onde funciona anexo o Museu de Arte Sacra
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação

Igreja do Rosário dos Pretos construída pelos escravos
O prédio da prefeitura de Natal é do período ecletismo (final do Século XIX e início do XX
O prédio do Instituto Histórico e Geográfico é  estilo neoclássico (período Imperial (1822 a 1889)

Teatro Alberto Maranhão
O Solar Bela Vista faz parte do roteiro artístico-cultural da Cidade Alta e Ribeira
O Forte dos Reis Magos foi construído sobre os arrecifes na foz do Rio Potengi

O prédio do Centro de Turismo de Natal já foi uma prisão
Galeria de arte no interior do Centro de Turismo de Natal, no bairro de Petrópolis
Colheita de Algodão, obra do potiguar Newton Navarro exposta na Pinacoteca do Estado



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