Localização
Travessa José Alexandre Garcia com a Rua Câmara Cascudo, no bairro da Ribeira. O melhor acesso é pela avenida Duque de Caxias, onde tem espaço para estacionar veículos.
Veja as fotos do Buraco da Catita no álbum abaixo.
O Buraco da Catita é um espaço cultural que se consolida agora, mas que começou a se desenhar em 2008 a partir da idéia de um grupo de amigos músicos que se reunia para ensaiar, beber e jogar conversa fora num bar situado no Beco da Lama, no bairro de Cidade Alta, na região central de Natal.
Depois de uns meses se reunindo no beco, os músicos foram se instalar numa velha casa da rua Câmara Cascudo, na Ribeira, um bairro boêmio e histórico. Em dezembro do 2009, o Buraco da Catita foi fechado para reforma da casa.
Já com o nome Espaço Cultural Buraco da Catita, a casa reformada foi reaberta em julho de 2010. A área interna do Buraco da Catita foi ampliada, deixando o local mais charmoso e aconchegante, com decoração que utiliza pinturas, quadros com caricaturas e fotos de músicos como Pixinguinha e Noel Rosa, além de instrumentos musicais. Novos banheiros foram construídos, incluindo um para cadeirantes.
Na parte externa, além da pintura, a rua de paralelepípedos deu lugar a um calçadão com cerca de 50 metros de extensão e uma iluminação especial, com postes de ferro e luminárias que remontam os anos 50. A construção do calçadão foi feita pela prefeitura de Natal, dentro do projeto de reurbanização e revitalização do bairro da Ribeira.
Já a reforma do prédio para abrigar o Espaço Cultural Buraco da Catita foi bancando pelos músicos Marcelo Tinoco e Camilo Lemos, que trouxeram para cuidar da parte operacional do bar o empresário José Augusto, que tem experiência na administração de bares e restaurantes.
Segundo José Augusto, a casa não tem garçons tradicionais, mas sim um facilitador, que ajuda os frequentadores na hora de pedir as bebidas e os tira gostos da casa.
Nesse primeiro momento, o Buraco da Catita não tem um cardápio fixo, mas está oferecendo caldos, escondidinho (macaxeira com carne-de-sol e queijo gratinado) e batata recheada, além de caipifrutas.
Música de qualidade nas noites de quintas e sextas
O Buraco da Catita abre às quintas e sextas-feiras, mas seus idealizadores estão vendo a possibilidade de criar uma programação especial envolvendo teatro, dança e cinema nas terças e quartas-feiras.
Na quinta-feira, o Buraco da Catita abre suas portas a partir das 19 horas com grupos de jazz e outros convidados.
Já na sexta-feira, tradicionalmente, a noite é do chorinho, com grupos que se apresentam entre 18 horas e meia noite.
O espaço também é alugado para eventos fechados.
Movimento Cultural
O arquiteto e músico Marcelo Tinoco, um dos idealizadores do espaço, afirma que o Buraco da Catita não é um bar simplesmente, mas sim um movimento cultural que pretende divulgar a música e as artes em geral, como cinema, vídeo, teatro, dança e literatura. Segundo ele, tudo começou em 2008 quando um grupo de amigos músicos se reunia todas as sextas-feiras no final da tarde no bar da Nazaré, no Beco da Lama, para tocar e jogar conversa fora.
Os músicos tocavam choros, baiões, frevos, maxixes e outros ritmos no meio da rua, despertando a atenção do pessoal que circulava naquela região boêmia do centro da cidade. Aos poucos, aquele encontro de amigos se tornou um evento musical, atraindo centenas de pessoas interessadas naqueles ritmos tão brasileiros.
Segundo Tinoco, foi assim que originou o grupo musical Catita Choro e Gafiera, homenageando o compositor potiguar K-Ximbinho, autor do choro da Catita. Depois do sucesso no Beco da Lama, mas sem estrutura de apoio, os músicos Marcelo e Camilo Lemos alugaram uma casa na rua Câmara Cascudo, na Ribeira, onde colocaram para funcionar um bar, com pouco espaço, mas que atraia muita gente.
Em abril de 2008, o Espaço Cultural Buraco da Catita na Ribeira foi oficialmente criado e se tornou ponto de encontro de músicos, pessoal da cultura potiguar e admiradores da boa música brasileira.
Em dezembro de 2009, o Buraco da Catita fechou para reforma, reabrindo agora em julho, depois de oito meses de muito trabalho da dupla Marcelo e Camilo. O novo Buraco da Catita está mais bonito, mais amplo, com uma decoração bem no estilo da proposta cultural dos seus idealizadores.
Paredes com pinturas de sambistas, quadros com caricaturas de Pixinguinha e outros músicos brasileiros, além de instrumentos musicais, como violão, pandeiro, assim é o novo espaço do Buraco da Catita.
Ainda no antigo espaço, a casa promoveu vários encontros musicais, recebendo artistas nacionais e locais que davam suas canjas nas noites de sextas-feiras. A esquina da rua Câmara Cascudo com a Travessa José Alexandre Garcia ficava lotada, com o pessoal bebendo no lado de fora, já que o local era muito pequeno para abrigar tanta gente no seu interior.
Após a reabertura no final de julho, o Espaço Cultural Buraco da Catita voltou com força total, reunindo muita gente em torno de suas mesas e no meio da rua e da travessa, hoje transformada em calçadão.
No dia 20 de agosto, sexta-feira, mais de 1.000 pessoas se aglomeravam no lado de fora do Buraco da Catita, enquanto no seu interior as mesas estavam todas ocupadas e ainda tinha gente de pé no balcão da casa. O saxofonista Chico Beethoven se apresentava com um grupo de chorinho da terra. Num espaço bem democrático, o Buraco da Catita está atraindo o mais diversificado público, incluindo turistas brasileiros e estrangeiros que gostam da boa música.
Nesse momento, uma preocupação de Marcelo e Camilo, segundo o primeiro, é imprimir uma administração profissional, sem deixar que o comercial se sobreponha ao projeto cultural do espaço. “Não queremos ser um bar apenas, mas sim um espaço democrático para as manifestações culturais da cidade”, diz Marcelo, acrescentando que a casa será mantida pela Associação Cultural Buraco da Catita.
“Não vamos ser bar nunca. A intenção é usar o potencial que existe para viabilizar o que a gente sempre quis fazer desde o início, que é cultura”, afirma Camilo.
A origem do Buraco da Catita
O nome Buraco da Catita é uma homenagem ao músico potiguar Sebastião de Barros, um compositor, arranjador, clarinetista, saxofonista e maestro mais conhecido artisticamente por K-Ximbinho, autor da música Choro da Catita.
Nascido em Taipu, em 20 de janeiro de 1917 e falecido em 26 de junho de 1980, K-Ximbinho começou a se interessar pela música quando frequentava os ensaios da banda de sua cidade. Na época, ainda menino, se interessou pelo clarinete e passou a estudar este instrumento. Depois, já morando em Natal, o chegou a participar junto com outros estudantes secundaristas do conjunto Pan Jazz. Ao servir o Exército, fez parte da banda da corporação.
Entre 1938 e 42, K-Ximbinho fez parte da famosa Orquestra Tabajara, da Paraíba. O músico potiguar em 1942 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde integrou Orquestra do Maestro
Fon-Fon' e depois a de '
Napoleão Tavares'. Com a transferência da Orquestra Tabajara para o Rio, em 1945, K-Ximbinho voltou para a Orquestra Tabajara, onde permaneceu até 1949.
Programação de Setembro
No dia 25 de setembro, o Buraco da Catita promove uma festa especial para o lançamento do CD instrumental do grupo Catita Choro e Gafieira. Das nove músicas que compõem o seu repertório, apenas uma não é instrumental. A canção Ingratidão, composta pelo jornalista Rubens Lemos, já falecido, e por Berilo Wanderlei, foi incluída no CD como uma homenagem do filho Camilo Lemos, músico e um dos integrantes do grupo idealizador do Buraco da Catita. No CD, Camilo canta Ingratidão com o pai, numa montagem feita a partir de um programa da TV Universitária nos anos 80, onde Rubens Lemos aparece cantando a música ao som do seu violão.
Abaixo a programação de Setembro do Buraco da Catita:
Quartas e Quintas às 20 horas inicio das apresentações.
Sextas, início das apresentações às 19 horas.
Quarta – Dia 01/09
Atrações : Zaragatas Cia de Dança
(aboio: experimento#2)
-mark Bruno/ Mímico
-(Con)tatos e Improvisações em Dança.
Part: Pau e Lata.
Quinta 02/09
-Quarteto de Trombones da UFRN
-Nosso Choro.
Sexta 03/09
-Catita Choro e Gafieira.
Quarta 08/09
-Dançando no Catita./ Venha dançar
-Dança de Salão
Quinta09/09
-Xilofone Solo/ Edmilson Cardoso
-Pré-Lançamento
“Um olho no Peixe o outro no Gato”/ Antônio de Pádua
Sexta 10/09
-Choro na Lua.
Quarta 15/09
-Dança de Rua.
-Sinfeiria em Três Movimentos.
Quinta 16/09
-Quarteto de Saxofones da UFRN
-Diogo Guanabara e Macaxeira Jazz.
Sexta 17/09
-Lançamento: “Um Olho no Peixe o outro no Gato”/ Antônio de Pádua
Quarta 22/09
-Grupo Acorde/Workshow
Quinta 23/09
-Duo Violino e Piano
Ronedilke Dantas e Tarcisio Gomes Filho
-Saturnino e o Disco Avuador
Sexta 24/09
-Carlos Zens
Quarta 29/09
-Toque de Colher Poema
Quinta 30/09
-Sobressalto/Quarteto de Violões.
-Saturnino e Disco Avuador.